Archive for April, 2009

Apr 15th 2009 Hoje eu sonhei com isso…

Cena 1 - Um grupo de super-vilões foge de carro quando uma das vilãs [que por algum motivo estava do lado de fora do carro] cai e é atropelada por um caminhão branco. Os colegas de assalto tentam impedir a queda, mas não conseguem. Resta a lamentação.

Cena 2 - Vários super-vilões são convidados para uma festa num apartamento [nada de castelo ou base no pântano]. Ninguém sabe quem é o anfitrião da festa. Um vilão novato vai na aba de outros vilões [curiosamente, esses vilões que levam o novato vestem-se como o Batman, mas sem as orelhas].

Cena 3 - Quando estão chegando, um grupo de heróis aparece e tenta prender os vilões que estão com o novato [eles ainda estão na rua]. Eles lutam. Um dos vilões [o único que não se veste como o Batman -- ele tem o rosto descoberto, um bigodão, capa e usa uma camisa social semi-aberta amarelo claro com listras amarelo escuras] tem um medalhão no peito que assusta e afugenta os heróis. Os vilões podem ir em paz pra festa.

Cena 4 - Na festa, o novato desconfia do convite: “Quem iria convidar vilões pra uma festa e por que?”. Durante a festa, um senhor de aproximadamente 50 anos entra na sala principal [era um apartamento de gente rica] e apresenta sua filha, uma menina toda deformada ligada a vários aparelhos [é a menina da primeira cena]. O pai da menina acusa todos na festa pelo estado de sua filha etc e tal. Alguns vilões defendem-se. Discutem com o cara dizendo que não são responsáveis, que foi um acidente. Alguns deixam a festa.

Cena 5 - O vilão novato diz que os heróis têm tecnologia para salvar a vida da menina, mas alguns vilões dizem que os heróis não salvam a menina por que querem vê-la morta. Então o novato sugere que eles roubem essa tecnologia e revela que o amuleto de um dos vilões causa um terror indescritível aos heróis [cena 3].

Cena 6 - Alguns vilões discordam do novato e se recusam a ajudá-lo, mas outros topam e defendem a idéia de que essa pode ser a oportunidade de tornarem-se heróis, nem que seja apenas pra família da menina.

Cena 7 - E quando alguns vilões decidiram agir, eu acordei.

Preciso me tratar…

4 Comments » Posted by Thales / Mundo Nerd

Apr 1st 2009 Como tudo começou…

Em 2001 escrevi minha primeira crítica de cinema, pro site Na Telona. O filme em questão foi o enfadonho Cine Majestic, do Jim Carey. O texto, claro, tá uma merda. Tudo que falei sobre o filme pode ser falado sobre o texto, cheio de clichês, só que típicos de um aluno de comunicação com tendências marxistas.

Cine Majestic
por Thales Martins

Recheado de clichês, o filme Cine Majestic (The Majestic, EUA, 2001), do diretor Frank Darabont, se utiliza da receita básica da indústria cinematográfica americana para fazer cinema.

O filme conta a história do roteirista Peter Appleton (Jim Carrey), acusado de ser comunista pelos macarthistas na década de 50. A suspeita de estar ligado ao comunismo faz com que Peter se desvie de sua carreira promissora. Um acidente leva o personagem a perder a memória. Ele acaba por parar em uma pequena cidade que vive o trauma de ter perdido muitos de seus jovens habitantes na guerra. Peter é, então, confundido com um dos soldados mortos e assume uma vida que não lhe pertencia.

O filme é marcado por clichês: beijos ao pôr do sol, o sujeito que não simpatiza com o herói, o romance típico de enlatado americano, o amor exagerado à pátria… É uma história tão piegas que se parece com uma novela mexicana, como o próprio filme assume quando avisa que terá um final feliz.

E Jim Carrey, que mais uma vez tentou mostrar que não é bom só em caretas, tentou fazer drama, quis provar que podia tirar lágrima do mais sensível dos espectadores. Mas o filme deve comover somente os grandes fãs de enlatados que passam nas Tardes de Amor do SBT. Carrey continua um canastrão de primeira. Seu melhor momento é a hilariante (ele tenta ser comovente) conversa com um simpático macaquinho de brinquedo.

Cine Majestic deixa a impressão de que já foi visto em algum outro lugar. É a mesma coisa que assistir a vários outros filmes que costumam passar nas intermináveis reprises da Sessão da Tarde ou do Cinema em Casa.

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