Apr 1st 2009 Como tudo começou…
Em 2001 escrevi minha primeira crítica de cinema, pro site Na Telona. O filme em questão foi o enfadonho Cine Majestic, do Jim Carey. O texto, claro, tá uma merda. Tudo que falei sobre o filme pode ser falado sobre o texto, cheio de clichês, só que típicos de um aluno de comunicação com tendências marxistas.
Cine Majestic
por Thales MartinsRecheado de clichês, o filme Cine Majestic (The Majestic, EUA, 2001), do diretor Frank Darabont, se utiliza da receita básica da indústria cinematográfica americana para fazer cinema.
O filme conta a história do roteirista Peter Appleton (Jim Carrey), acusado de ser comunista pelos macarthistas na década de 50. A suspeita de estar ligado ao comunismo faz com que Peter se desvie de sua carreira promissora. Um acidente leva o personagem a perder a memória. Ele acaba por parar em uma pequena cidade que vive o trauma de ter perdido muitos de seus jovens habitantes na guerra. Peter é, então, confundido com um dos soldados mortos e assume uma vida que não lhe pertencia.
O filme é marcado por clichês: beijos ao pôr do sol, o sujeito que não simpatiza com o herói, o romance típico de enlatado americano, o amor exagerado à pátria… É uma história tão piegas que se parece com uma novela mexicana, como o próprio filme assume quando avisa que terá um final feliz.
E Jim Carrey, que mais uma vez tentou mostrar que não é bom só em caretas, tentou fazer drama, quis provar que podia tirar lágrima do mais sensível dos espectadores. Mas o filme deve comover somente os grandes fãs de enlatados que passam nas Tardes de Amor do SBT. Carrey continua um canastrão de primeira. Seu melhor momento é a hilariante (ele tenta ser comovente) conversa com um simpático macaquinho de brinquedo.
Cine Majestic deixa a impressão de que já foi visto em algum outro lugar. É a mesma coisa que assistir a vários outros filmes que costumam passar nas intermináveis reprises da Sessão da Tarde ou do Cinema em Casa.
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